MOSCA 11.5 - Programação Internacional WE NEED TO DISAGREE (NÓS PRECISAMOS DISCORDAR)

Em parceria com o VIS Vienna ShortsGlasgow Film Festival e L'Alternativa, Festival de Cine Independiente de Barcelona, a MOSCA 11.5 trouxe ao Brasil os curtas-metragens do WE NEED TO DISAGREE (Nós precisamos discordar), um programa triângulo, com curadoria de cada um dos festivais integrantes, que nos lembra a relevância do debate político no cotidiano. Programados por Matt Loyd: “A Vontade do Povo”, com produções do Reino Unido; Daniel Ebner: “Ilhas e Bodes expiatórios (e, de repente, o ódio desponta”, composto por curtas da Áustria, Alemanha, França, Bélgica, Polônia e Israel, e Tess Renaudo: “O Pessoal e o Político”, com filmes espanhóis e uma co-produção Espanha/ Suíça. 

Desde a 10ª edição, a Mostra Audiovisual de Cambuquira se tornou um festival bianual. Em julho de 2017, a 11ª edição exibiu uma seleção de curtas produzidos em 23 países. A MOSCA lança em 2018 suas versões “.5“, o que significa que nos anos de intervalo entre edições, será realizada uma mostra com o intuito de experimentar novos formatos de programação. A MOSCA 11.5 teve início no mês de julho em Cambuquira-MG, e realizou itinerância em São Paulo entre 20 e 23 de setembro, no Centro Cultural São Paulo - CCSP, com a presença de Daniel Ebner, diretor artístico do VIS – Festival de Curtas de Viena, e idealizador da mostra We Need to Disagree que veio ao Brasil para debater os programas internacionais, com o apoio da Embaixada da Áustria Brasília.

Pertencimento, nacionalismo, direitos humanos, fronteiras, batalhas visíveis e invisíveis são alguns dos temas. Para dialogar com estas questões, a MOSCA programou curtas brasileiros que dão voz à questões não desconhecidas, mas ainda em desenvolvimento entre conversas e conflitos diários. O convite feito por esta edição da MOSCA é NÓS PRECISAMOS OUVIR, uma mostra com quatro programas com curadoria de Ananda Guimarães: “Raízes, trajetórias e desvios obrigatórios”; “Precisamos ouvir de outras formas” “Contemporaneidade duradoura”; e “Contextos rasgados” compõem a mostra nacional.

Cambuquira - MG | 27 a 29 de julho de 2018 | no Antigo Cinema Espaço Cultural

São Paulo - SP | 20 a 23 de setembro de 2018 | no CCSP - Centro Cultural São Paulo (Circuito Spcine)


WE NEED TO DISAGREE 1 – ILHAS E BODES EXPIATÓRIOS (E, DE REPENTE, O ÓDIO DESPONTA)

Visto que a Áustria ainda ostentava o apelido de “Ilha dos Abençoados” na década de 1970, o sonho de se tornar uma ilha tornou-se, de repente, uma exigência política no século XXI: partidos de direita apostam em um discurso nacionalista e já foram duas vezes eleitos para gestões na esfera federal. Enquanto a construção de muros e a retórica xenofóbica ainda eram criticados na virada do milênio, estas estratégias agora se tornaram parte da cartilha de muitos políticos europeus. Este programa serve como uma fábula de advertência contra essa política de busca por bodes expiatórios, que avança à beira do populismo e da paranóia.

Curadoria de Daniel Ebner  |  VIS Festival de Curtas de Viena, Áustria.

 


Classificação: Livre

ÁUSTRIA!, de Hubert Sielecki

ÁUSTRIA!, de Hubert Sielecki

ÁUSTRIA! (ÖSTERREICH!)

Áustria // 2001 // 4’

Áustria. De novo e de novo. Repetidamente. Áustria, austríaco, os austríacos, por toda a Áustria, a única Áustria, o país, no país, o país inteiro.

Direção: Hubert Sielecki


Filmografia do diretor: Dialogue on Austria (2013), Austria (2001), Air Fright (1995), The Ballad of Maria Lassnig (1992), News (1983)

 

 

 

 

 

NORMALIDADE 5 E 6, de Hito Steyerl

NORMALIDADE 5 E 6, de Hito Steyerl

NORMALIDADE 5 E 6 (NORMALITÄT 5 & 6)

Áustria, Alemanha // 2001 // 9’

Hito Steyerl oferece um relatório ricamente detalhado sobre o crescente número de ataques antissemitas e racistas - contra cemitérios, monumentos e pessoas - na Áustria e na Alemanha.

Direção: Hito Steyerl;  Fotografia: Marcus Carney, Hito Steyerl;  Música: Arnold Schoenberg


Filmografia do diretor: The Empty Centre (1998), Babenhausen (1997), Land of Smiles (1996), Germany and the Self (1994)

 

OROGÊNESE, de Boris Labbé

OROGÊNESE, de Boris Labbé

OROGÊNESE (OROGENESIS)

França // 2016 // 8'

Paisagens montanhosas ou superfícies microscópicas? Um experimento visual fascinante de distorção de imagens digitais.

Direção: Boris Labbé;  Música: Daniele Ghisi

 

Filmografia do diretor: Rhizome (2015)

PRIMEIRO E ACIMA DE TUDO, de Veronika Schubert

PRIMEIRO E ACIMA DE TUDO, de Veronika Schubert

PRIMEIRO E ACIMA DE TUDO (IN ERSTER LINIE)

Áustria // 2016 // 6'

Registro do sobrecarregar. Formatos elusivos, reminiscências das fronteiras geográficas, passam pelos nossos olhos.

Direção: Veronika Schubert


Filmografia da diretora: Calle San Francisco (2011), Ink Eraser (2009), Diversity (2007), Tele-Dialog (2005), Knitting with Vroni (2004)

POLONESA, Agnieszka Elbanowska

POLONESA, Agnieszka Elbanowska

POLONESA (POLONEZ)

Polônia // 2016 // 16’

Em uma pequena cidade polonesa, o diretor do centro cultural local anuncia uma competição. O tema: uma apresentação criativa da sua atitude patriótica preferida.

Direção: Agnieszka Elbanowska;  Produção: Ewa Jastrzebska;  Fotografia: Pawel Chorzepa


Filmografia da diretora: The First Pole on Mars (2016), Newanda by Henryka Fasta (2013), Witaj Henryku (2012), Liberta (2008)

PÁTRIA, de Sam Peeters

PÁTRIA, de Sam Peeters

PÁTRIA (HEIMAT)

Bélgica // 2016 // 15’

Uma caricatura irônica da vida nos subúrbios flamengos, que reflete o atual zeitgeist europeu. O populismo de extrema direita é mais popular em bairros calmos e de predominância branca, onde as pessoas são blindadas de diferentes culturas e estilos de vida.

Direção: Sam Peeters;  Fotografia: Silvian Hettich

Filmografia do diretor: Primeiro filme

QUANTO TEMPO, NÃO MUITO, de Michelle Kranot e Uri Kranot

QUANTO TEMPO, NÃO MUITO, de Michelle Kranot e Uri Kranot

QUANTO TEMPO, NÃO MUITO (HOW LONG, NOT LONG)

Israel // 2016 // 6’

Uma jornada visual que nos desafia, em uma época de intolerância, a pensar sobre um pertencimento universal que não se restringe a uma cidade, região ou fronteiras de uma nação.

Direção: Michelle Kranot, Uri Kranot;  Produção: Marie Bro;  Roteiro: Michelle Kranot, Uri Kranot, Erik Gandini

Filmografia da diretora: Hollow Land (2013), White Tape (2010), The Heart of Amos Klein (2008), God on our Side (2005), Fallout (2003), Ducks (2002), Avinu Malkenu (2001)

 


WE NEED TO DISAGREE 2 – A VONTADE DO POVO

O referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia foi vencido por muito pouco, em um tóxico debate inserido em termos de quem “pertence” a este lugar. Políticos oportunistas rapidamente interpretaram o resultado como a vontade definitiva do povo. Mas, na realidade, a identidade nacional é um conceito delicado e mutante, baseado na tolerância e no compromisso entre diversos grupos. O que significa para as pessoas negras, já excluídas de uma narrativa nostálgica de nacionalidade, encontrar sua posição marginal endossada por este referendo? A resposta se encontra em um terrível incêndio que aconteceu um ano após o Brexit.

Curadoria de Matt Lloyd   |  Festival Internacional de Curta-Metragem de Glasgow, Escócia.

 


Classificação: Livre

QUEM SOMOS NÓS?, de John Smith

QUEM SOMOS NÓS?, de John Smith

QUEM SOMOS NÓS? (WHO ARE WE?)  Reino Unido // 2016 // 4’

No dia 23 de junho de 2016, o Reino Unido votou para sair da União Europeia. John Smith respondeu a isso retrabalhando o material captado durante um debate exibido no canal de televisão BBC que foi ao ar algumas semanas antes.

Direção: John Smith

Filmografia do diretor: (Seleção) Steve Hates Fish (2015), Dark Light (2014), Dad’s Stick (2012), Soft Work (2012), Horizon (Five Pounds a Belgian) (2012), The Man Phoning Mum (2011), Unusual Red Cardigan (2011), Flag Mountain (2010), Hotel Diaries (2001–7), Worst Case Scenario (2001–3), Lost Sound (colaboração com Graeme Miller) (2001), Regression (1999), The Waste Land (1999), The Kiss (collaboration with Ian Bourn) (1999), Blight (1996), Home Suite (1993–4), Gargantuan (1992), Slow Glass (1988–91), The Black Tower (1985–7), Om (1986), Shepherd's Delight (1980–4), The Girl Chewing Gum (1976), Leading Light (1975), Associations (1975)

CARAS BRANCOS ALEATÓRIOS, de Young Fathers

CARAS BRANCOS ALEATÓRIOS, de Young Fathers

CARAS BRANCOS ALEATÓRIOS (RANDOM WHITE DUDES)

Reino Unido // 2017 // 4'

A banda vencedora do Prêmio Mercury Young Fathers responde a “Looking Good”, uma exposição sediada pela Galeria Nacional de Retratos da Escócia - Scottish National Portrait Gallery - que explora a imagem e identidade masculinas. Questões sobre privilégio e desigualdade, assim como convenções de representação histórica, são confrontadas.

Direção: Young Fathers, Roteiro: Kayus Bankole, Tim Brinkhurst, Fotografia: Black Barn Media, G Hastings, Montagem: Black Barn Media, Música: Young Fathers

 

Filmografia do diretor: Primeiro filme

JUS SOLI, Somebody Nobody

JUS SOLI, Somebody Nobody

JUS SOLI (JUS SOLI)

Reino Unido // 2015 // 15’

Um filme que visa despertar uma reflexão sobre a experiência de ser negro no Reino Unido; interrompendo a transição emocional entre gerações e questionando o que significa ser Inglês.

Direção: Somebody Nobody;  Produção: Somebody Nobody;  Roteiro: Somebody Nobody;  Fotografia: Annika Summerson;  Montagem: Hiran Balasuriya;  Música: Sami El-Enany;  Som: Sami El-Enany


Filmografia do diretor: Nothing Said (2017)

 

RUA 66, de Ayo Akingbade

RUA 66, de Ayo Akingbade

RUA 66 (STREET 66)

Reino Unido // 2018 // 13’

Um documentário sobre a ativista por moradia ganense Dora Boatemah e a comunidade Angell Town em Brixton, Londres, que lutaram por melhores condições habitacionais. O direito dos moradores de poderem votar sobre o futuro de suas próprias propriedades foi o tema central do seu trabalho. Dora faleceu em 2001 aos 43 anos.

Direção: Ayo Akingbade;  Produção: Ayo Akingbade, Lewis Taylor;  Fotografia: Edwin Mingard;  Montagem: James Wreford;  Música: Oliver Palfreyman, Daniel Ben-Hur

 

Filmografia da diretora: Tower XYZ (2016), In Ur Eye (2015)

 

 

RITOS CIVIS, de Andrea Luka Zimmerman

RITOS CIVIS, de Andrea Luka Zimmerman

RITOS CIVIS (CIVIL RITES)  Reino Unido // 2017 // 28’

Uma exploração dos temas centrais referentes à pobreza, racismo e guerra, que continuam a assombrar as nossas vidas, apresentando como ponto de partida o discurso que Martin Luther King fez em 1967 ao receber seu doutorado honorário da Universidade de Newcastle. Entrevistas com mais de duas dúzias de pessoas, entre residentes antigos e recém-chegados, com e sem moradia, organizadores de comunidades, transeuntes, educadores e outros, são reunidos em diálogo com espaços chave de resistência que se localizam ao longo da região de Tyneside há séculos.

Direção: Andrea Luka Zimmerman; Som: Steven Connolly

Filmografia da diretora: Erase and Forget (2017), Estate, a Reverie (2015), The Film That buys the Cinema (2014), Merzschmerz: Lucky Hans (2014), Merzschmerz: The Flying Fish (2014), Merzschmerz: The Good Man (2014), Merzschmerz: Tiny Mouse (2014), Tashkafa: Stories of the Street (2013), Towards Estate (2012), The Ramp (2010), The Last Biscuit (2006), The Delmarva Chicken of Tomorrow (2003), Science Without Effect (1997)

TORRE XYZ, de Ayo Akingbade

TORRE XYZ, de Ayo Akingbade

TORRE XYZ (TOWER XYZ)

Reino Unido // 2016 // 3’

Acompanhado por uma trilha sonora ritmada, personagens vagam pela selva de concreto de Londres enquanto a narradora reflete sobre o estado atual da cidade e o futuro que ela imaginou.

Direção: Ayo Akingbade;  Produção: Ayo Akingbade, Gaby King;  Fotografia: Edwin Mingard;  Música: Ommetis


Filmografia da diretora: Street 66 (2018), In Ur Eye (2015)


WE NEED TO DISAGREE 3 – O PESSOAL E O POLÍTICO

Nos encontramos em mais uma encruzilhada. Um ponto de encontro sem fim entre contemplação, idéias, conflito, decisões. Os sete filmes deste programa exploram aspectos da sociedade contemporânea, defendendo a ideia de que memória, identidade, gênero, trabalho, família e sexualidade ainda estão no centro de nossa luta por progresso e igualdade. Progressão, regressão, se lembrando, esquecendo, protestando e se contendo. E o coração pulsante pertence a você, eu, nós.

Curadoria de Tess Renaudo  |  L'Alternativa - Festival de Cinema Independente de Barcelona, Espanha.

 


Classificação: Livre

RAÍZES, de Daniel Cubierta

RAÍZES, de Daniel Cubierta

RAÍZES (ROOTS)

Espanha // 2004 // 1’

De águas límpidas a lamacentas. Um prólogo.

Direção: Daniel Cuberta


Filmografia do diretor: A Small Universal Song (2016)

PEDRO M, de Andreas Fontana

PEDRO M, de Andreas Fontana

PEDRO M (PEDRO M)

Suíça, Espanha // 2015 // 27’

Pedro Martín foi o operador de câmera que filmou o frustrado golpe de estado, ao vivo, no parlamento espanhol em 23 de fevereiro de 1981.

Direção: Andreas Fontana; Produção: Andreas Fontana, Marie-Eve Hildbrand,María Gómez de Liaño


Filmografia do diretor: Dans nos campagnes (2011), Gaucho (un retour) (2010), Quelle choses (les amis) (2010), Cotonou Vanished (2009), Va le chanter a gardel (2008)

SE ABRINDO, de Florencia Aliberti

SE ABRINDO, de Florencia Aliberti

SE ABRINDO (COMING OUT

Espanha // 2015 // 4’

Uma exploração da crescente tendência de compartilhar experiências pessoais na internet, se utilizando de materiais encontrados no YouTube.

Direção: Florencia Aliberti


Filmografia da diretora: Packers (2015), Am I Pretty? (2015), Cosplay (2014), Watch me shrink (2014),Am I? (2012), Daily Routine (2012), Horror Vacui (2012), Prosthetic I (2011), Variations sober Alicia (2011)

 

O CADÁVER DO TEMPO, de Luis E. Parés

O CADÁVER DO TEMPO, de Luis E. Parés

O CADÁVER DO TEMPO (EL CADÁVER DEL TIEMPO)

Espanha // 2016 // 13’

A imagem para um ditador é tudo. Nós devemos destruir essas imagens se quisermos construir um futuro próprio.

Direção: Luis E. Parés

 

Filmografia do diretor: Aidez l'Espagne (2014), Mi ideología. Variaciones sobre un concepto (2013), El absurdo (2010).

 

 

AREKA, de Atxur Animazio Taldea

AREKA, de Atxur Animazio Taldea

A VALETA (AREKA)

Espanha // 2017 // 6’

Uma criativa colaboração de vinte jovens artistas explorando a memória coletiva e o 'bersolarismo' - a tradicional cultura Basca.

Direção: Atxur Animazio Taldea;  Produção: Patxi Azpillaga;  Montagem: Edu Elosegi;  Música: Andoni Egaña;  Animação: Bego Vicario, Paula Huarte, Miriam Inza, Jugatx Astorkia, Itxaso Navarro, Beñat Barandika, Usue Egia, Esteban Ramos, Naiara Gallego, Sergio Martínez, Aitor Oñederra, Kote Camacho, Oihana Leunda, Arrate López, Izibene Oñederra, Alots Arregi, Andere Molinuevo, Ximon Agirre, Jon Munarriz, Zaloa Ipiña
Filmografia do diretor: Primeiro filme

ORGANIZAR O IMPOSSÍVEL, de Carme Gomila e Tonina Matamalas

ORGANIZAR O IMPOSSÍVEL, de Carme Gomila e Tonina Matamalas

ORGANIZAR O IMPOSSÍVEL (ORGANIZAR LO (IM)POSIBLE)

Espanha // 2017 // 14’

Camareiras têm apenas quinze minutos para limpar um quarto de hotel. Enquanto trabalham, membros da associação Las Kellys discutem sua situação e seus planos para organizar uma manifestação.

Direção: Carme Gomila, Tonina Matamalas;  Produção: Carme Gomila, Tonina Matamalas;  Montagem: Carme Gomila;  Música: Aurora Bauzá

Animação: Tonina Matamalas, Maráa Berzosa, Katu Huidobro, Donata Schmidt-Werther

Filmografia das diretoras: Primeiro filme

 

UMA MUSIQUINHA UNIVERSAL, de Daniel Cubierta

UMA MUSIQUINHA UNIVERSAL, de Daniel Cubierta

 

UMA MUSIQUINHA UNIVERSAL (UNA CANCIONCILLA UNIVERSAL)

Espanha // 2016 // 1’

No final, todos tocam juntos. Um epílogo.

 

Direção: Daniel Cuberta


Filmografia do diretor: Roots (2004)